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1 de julho de 2017

É obrigatório ter um corretor de imóveis em uma negociação de compra e venda?

Postado por Imobiliária Cidade em 01/jul/2017 - 1 Comentário

É obrigatório ter um corretor de imóveis em uma negociação de compra e venda?

Pode até parecer um pouco suspeito, eu, uma corretora de imóveis, falar se um profissional da minha área é ou não fator obrigatório em uma negociação de compra e venda. Mas a verdade é que não. Nada na lei impede que alguém resolva vender ou comprar um imóvel sem a assistência de um corretor.

Ora, sendo assim, por que destinar parte do valor recebido pelo imóvel a um corretor? Simples! Porque vale a pena! É fácil perceber que, assim como muitos se consideram médicos e se automedicam, e outros pensam que são arquitetos e projetam suas próprias reformas, há aqueles que se acreditam eficazes intermediários de negócios imobiliários.

Essas pessoas só vão recobrar a lucidez quando sua doença não passar -ou, pior, se agravar- e descobrirem que nada sabem de Medicina; ou ao se verem obrigadas a viver em ambientes feios e desconfortáveis para entenderem a importância dos estudos de Arquitetura. Da mesma forma, só vão compreender o que faz um corretor de imóveis quando tiverem que arcar com os prejuízos ocasionados por seus erros.

Vamos constatar: numa negociação direta, muitas vezes o comprador está  entregando as economias de uma vida, acreditando estar realizando um sonho. No entanto, este sonho pode acabar em pesadelo diante da falta de um profissional que o oriente quanto às condições ocultas que envolvem um imóvel. Condições de ordem jurídica, de registro imobiliário, quanto aos dados do imóvel, quem são os atuais titulares e a existência ou não de ônus ou encargos sobre o imóvel. Deve também o comprador atentar para a situação do imóvel em relação ao rateio das despesas condominiais, de modo a que não venha a assumir dívida do antecessor.

Cabe ainda, analisar o vendedor, especialmente a sua situação econômica/financeira, de modo a constatar o grau de segurança jurídica dessa aquisição. Essas certidões devem demonstrar a inexistência de demandas que possam caracterizar que a venda do imóvel esteja sendo feita em fraude a credores. A análise deve ser criteriosa e, para cada caso, há cautelas específicas a serem tomadas.

Exatamente aí reside a importância do corretor, que mostrará as propostas e contrapropostas, tornando-as mais palatáveis. Este profissional conhece os cuidados que o negócio em  questão necessita, dando segurança à transação de forma imparcial, pois tem responsabilidade com ambas as partes, bem como com a sua reputação profissional. Lembrando que as ações de um corretor são fiscalizadas pelo conselho federal, o Cofeci (Conselho Federal dos Corretores de Imóveis), e o Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis). Ele precisa estudar e ser aprovado em exames, o que já o coloca em um degrau superior obrigatório, para intermediar negócios imobiliários.

Mas não se esgota nisso a atividade do corretor, que hoje em dia é profissional muito bem informado sobre o mercado (valores e tendências, por exemplo – quem mais conhece esses dados com exatidão?) e sobre tudo o que cerca, obrigatoriamente, o negócio imobiliário: cláusulas costumeiras dos contratos, momento em que é necessário consultar advogados, engenheiros ou outros especialistas; exigências dos bancos para o financiamento; taxas de juros, riscos envolvidos e etc.

Em resumo: admito! Você pode vender seu imóvel sem os meus serviços – ou de qualquer outro colega corretor. Mas aconselho: não deveria. Na hora de vender um imóvel, o corretor não é obrigatório, mas, sem dúvidas, é necessário. 

Angelita Bandeira da Luz é bacharel em Administração, pós-graduada em Recursos Humanos, atua como consultora imobiliária desde 2013 (CRECI 26.111-F) e possui 10 anos de experiência como administradora de condomínios.

Fonte: http://casaeimoveis.uol.com.br

Por: Imobiliária Cidade

1 Comentário

  1. Ariana da Silva Sangalletti disse:

    Gostaria de vender minha residência

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